Futuro Conectado: a Inteligência em Rede…
Futuro Conectado: a Inteligência em Rede from beia carvalho on Vimeo.
Esta palestra foi especialmente criada para os workshops Endeavor. Foi ministrada em junho de 2011 e discute:
- A decadência das motivações extrínsecas que marcaram o século XX.
E a emergência das motivações intrínsecas deste século XXI.
- Habilidades, Rebeldia, Tendências, Reflexão e Progresso.
- Dói, saber que não sabemos. Pior é o instinto de refugiar-se em velhas certezas.
- Transição de Era, Geração YZ, Colaboração e Tecnologia Barata.
- Exemplos de Consumo Colaborativo para o seu negócio. O efeito Cloud.
- Futurar é exercitar o “músculo da reflexão”. O presente, está irremediavelmente pronto.
BIO
Beia Carvalho é presidente e piloto da consultoria de negócios 5 Years From Now®, que criou um espaço para a reflexão sobre o futuro dos negócios. Acredita que o presente, está pronto. Irremediavelmente pronto. E exercitar o “músculo da reflexão”, seguindo uma metodologia, um caminho assistido e monitorado, leva à criação do futuro. Como palestrante, seus temas são os Intangíveis, o Futuro, a Nova Era da Inteligência em Rede e a Geração Y. Foi Vice Presidente de Planejamento de Agências das Comunicação: TBWA\BR, SIGNIFICA e Grottera.
Má administração de suas Mídias Sociais: Falando para um auditório vazio…
Se você é um usuário de Mídias Sociais faz parte de 8 entre cada 10 brasileiros (87% dos internautas ativos no país) que utilizam essas mídias para manter contato com amigos, fazer novas amizades, como networking ou trocar informação, namorar, jogar e claro comprar.
As Redes Sociais já fazem parte da vida de uma grande parcela de brasileiros que sentem-se participando de uma revolução, como um dia foi a industrial e, neste momento, a pós-industrial.
Com o aumento do consumo de serviços o cliente passou não apenas a ser ouvido por empresas que estão presentes nessas mídias mas principalmente vestiu a camisa de marcas e meios de serviço, adotando gosto por compartilhar suas impressões sobre uma experiência ou aquisição (ou aquisição de uma experiência).
Se sua insatisfação é frustrante, seu divã virtual é a timeline do Facebook de amigos ou do Twitter de seus seguidores não esquecendo blogs pessoais e sites de protesto como o Reclame Aqui.
Porém se adquiriu um bom produto ou foi atendido por uma boa prestação de serviços – ainda que diante de possíveis defeitos de fabricação, demora de entrega, etc. – sente-se bem em compartilhar o bom atendimento.
Justamente por isso a presença on-line é tão importante.
Tendo sua marca projetada na web, seja por um website, loja online ou mídias sociais, faz-se necessário uma administração séria tanto quanto no off-line. Porém o que ainda se vê são perfis criados por empresas sem qualquer tipo de acompanhamento, sem nenhuma métrica ou monitoramento, sem gerenciamento de expansão… Resumindo: sem relacionamento. O que acaba resultando em Twitts e post’s sem sentido, sem valor agregado, sem função.
É como falar para um auditório vazio.
Não havendo relacionamento e, não criando valor através de conteúdo relevante – no mínimo interessante – ninguém os houve. E o pior, é quando seu cliente procura relacionamento com sua marca através destas mídias e acaba sentindo-se falando com as paredes – nesse caso, com um perfil sem administração – .
Empresas que queiram elas mesmas cuidar dessa área – na maioria das vezes por achar um gasto dispendioso contratar uma agência – deveriam se preparar e procurar contratar, no mínimo, profissionais e não somente usuários de mídias sociais. Uma consultoria também deveria fazer parte deste pacote, para entenderem como seu público se relaciona nessas mídias e que redes sociais são praças e não feiras.
A necessidade de administração de suas Mídias Sociais para torná-las em redes de contato, convergendo para o fortalecimento da marca é tão importante quanto o conteúdo pois faz-se necessário saber o que se vai falar, para quem se vai falar e principalmente, o modo certo de fazê-lo.
Pense nisso!
5 coisas que Steve Jobs faria em qualquer empresa…
As transformações na comunicação e no entretenimento que o americano Steve Jobs trouxe com seus iProdutos – i, de inovação – foram baseadas no conceito de unir tecnologia e arte. Ao longo de 25 anos como presidente da Apple (em duas passagens), Jobs se preocupou em liderar a empresa e transformá-la numa referência em tecnologia, que hoje vale 350 bilhões de dólares. Veja algumas lições de Jobs para as empresas que querem chegar ao topo.
1. O mediano está longe de ser o suficiente
Steve Jobs era obcecado por criar produtos que trouxessem soluções inovadoras – e que fossem bonitos, é claro, juntando tecnologia e arte. “Ele teve a coragem de continuar com sua visão, não se contentava com algo mediano”, diz Pedro Waengertner, professor da pós-graduação da ESPM. Essa obsessão, às vezes exagerada, fez com Jobs transformasse a Apple de uma empresa de computadores numa gigante de tecnologia em diversas áreas. “Como líder, ele colocou o design como o centro do negócio. Ele mostra como uma estratégia ligada ao design pode dar certo. Não é qualquer empresa que tem a coragem e certeza de que isso vai dar certo.”
2. O “showman” divide espaço com o “business man”
A comunicação é um dos principais pontos para um homem de negócios. Com tantas inovações, Steve Jobs precisava se comunicar bem. A saída, então, foi transformar cada apresentação de um produto num evento midiático. “Como executivo, ele sempre trouxe a comunicação com o mercado como algo de muita importância e com planejamento”, diz Waengertner.
3. Novos produtos não bastam
“Jobs não se preocupava em criar produtos melhores para determinada categoria. Ele criava categorias”, diz o professor. Claro que iPod, iPhone e iPad têm sua importância como produtos, mas inauguraram uma forma diferente de ouvir, música, telefonar, acessar a internet, conteúdos digitais. Criou-se a categoria “iProdutos”. “Ele entregava aos consumidores o que queriam, sem que eles soubessem”, diz Pedro. “Muito provável que se Jobs fizesse uma pesquisa para criar seus produtos, eles não seriam como hoje.”
4. Ninguém é insubstituível
Em 2004, quando Jobs descobriu o câncer no pâncreas, o mercado se perguntava: “Quem vai substituí-lo?”. Jobs se tratou e logo voltou ao comando da empresa, mas desde então percebeu que precisava de alguém para ocupar seu lugar, hoje do amigo Tim Cook. “O novo presidente trabalhou com Jobs por anos e sabia como era a mentalidade da companhia”, diz Pedro.
5. Você pode ser o presidente, mas não trabalha sozinho
Aprender a delegar é fundamental para o crescimento de uma empresa. Qualquer líder centralizador tropeça nas próprias pernas. No início de sua carreira na Apple, Steve tinha o perfil mais centralizador, mas logo percebeu a importância de trabalhar em equipe. Mais do que isso, aprendeu a se cercar de pessoas que tivessem em mente seus mesmos ideiais para a Apple, o que resultava numa excelência em cada etapa do trabalho. “Jobs conseguiu deixar na cultura da empresa o conceito que ele criou para a Apple”, diz o professor.
Fonte: http://exame.abril.com.br
Sobre consumidores no Facebook.
Uma pesquisa revelou como os norte-americanos se comportam no Facebook em relação às marcas, inclusive o porquê de essas pessoas “curtirem” as páginas. A maior parte dos usuários (58%) vira fã de uma empresa por já ser seu consumidor, mas 57% deles só estão ali pois esperam receber descontos ou participar de promoções.
E o nível de engajamento é alto, pois 78% disseram participar de menos de dez fan pages, o que as deixa mais focadas. Os motivos variam, mas é uma minoria que está presente nessas páginas para ter acesso a conteúdo exclusivo (31%) ou para saber com antecedência as novidades sobre a marca (31%).
O levantamento “10 fatos que você deveria saber sobre comportamento dos consumidores no Facebook“, conduzido pela Constant Contact e pela Chadwick Martin Bailey, ouviu 1.491 pessoas, todas maiores de 18 anos.
Os dados mostram que 52% dos entrevistados gastam pelo menos uma hora por semana no Facebook. O site de Mark Zuckerberg é, disparado, o que mais gera interação entre consumidor e marca, com índice de 34%. Depois aparecem Twitter (4%), LinkedIn (1%) e MySpace (1%), além de comunidades online (9%) e blogs (4%). 56% dos que ainda não completaram 35 anos conversam com as marcas preferidas pelo Facebook.
A importância de se dar atenção às páginas também ficou evidenciada. 77% leem os posts, acompanham as novidades e as ofertas divulgadas pelas marcas e 17% compartilham experiências sobre elas com outras pessoas. Além disso, 13% postam conteúdo relacionado às empresas.
Outro dado destacado é que a maioria (76%) nunca deixou de seguir uma marca depois de “curtir” sua página no Facebook. 56% se sentem mais confortáveis em fazer indicações depois de se tornar fã e 51% dos fãs ficam mais inclinados a comprar após se vincularem à marca.
FONTE: AddNews
Se aborrecer pra quê?
Dada a ausência de características tangíveis (intangibilidade) na prestação de serviços, um grande desafio para profissionais de marketing é fazer com que potenciais clientes tomem conhecimento de seus produtos (serviços) sem que possam vê-los. Mais complicado ainda quando seu público alvo acredita que não precisa deles!
Exemplo? A indústria de Seguros.
Um produto que nem todo mundo entende profundamente, não pode ser testado e os benefícios da compra não podem ser percebidos antes de uma eventual necessidade. E então você pensa: por que gastar dinheiro em algo que não preciso e nem mesmo pretendo usar?
Méritos a nova campanha da Sulamérica Seguros – ‘Se aborrecer pra quê?‘ da Agência NBS.
Dois vídeos que reforçam a atuação da empresa no segmento de seguro auto e odontológico.
É a tal da evidência física – ou indícios tangíveis – em uma outra perspectiva, facilmente compreendida pelo público e diretamente relacionada ao pacote de benefícios que o serviço oferece. Usando de fontes impessoais de informação, simulam o famoso ‘boca a boca’, informações subjetivas que são muito eficazes.
O que me faz ter arrepios toda vez que as vejo, pois não tenho seguro e sei que devia ter um.
Um modo simples, direto – além de psicológico – e objetivo de mostrar que, de uma hora pra outra qualquer um pode passar por um perrengue e precisar de um seguro.
Cadeira Flexiblelove. Você vai querer ter uma…
Há alguns anos atrás – 2009 pra ser mais exato – recebi este vídeo por e-mail.
Na época dizia-se que o produto em questão estava sendo desenvolvido e procurava parceiros. Também fora muito complicado encontrar algo no Google em meados do recebimento do vídeo e não havia muita informação.
Rondando a web atrás dessa maravilha, encontrei o site dos amigos da Usina de Marketing e o referente post com algumas fotos e o link para o site da Pinzaan Company Limited que é a fabricante da Flexiblelove.
A FlexibleLove tem sua estrutura em forma de ‘favo de mel’ para criar peças móveis duráveis produzidas a partir de materiais reciclados, como a FlexibleLove Earth 16, que é feita de papel reciclado e resíduos de madeira reciclada, e são produzidas através de processos pré-existentes de produção a fim de reduzir seu impacto sobre o meio ambiente.
O nome “FlexibleLove“ foi derivado do conceito de “amor-assento flexível ’-assento que pode conter de um até dezesseis indivíduos, mudando de comprimento e forma com uma tração simples em cada extremidade. A estrutura semelhante a um acordeon permite que cada peça seja estendida e desmontada com facilidade.
A linha 2010 inclui FlexibleLove Virgin 20, FlexibleLove Earth 16, FlexibleLoveWhite 16, e FlexibleLoveEarth 8.
Foi projetada pelo designer de Taiwan Chishen Chiu.
Métricas para Mídias Sociais.
O pessoal da DINAMIZE preparou um E-book sobre: Métricas para Mídias Sociais – Um mar de possibilidades, que explica de um modo simples e objetivo como, e de que modo, sua empresa poderá usufruir deste novo meio de relacionamento com seu público.
Trata-se de uma leitura básica para todo aquele que quer compreender melhor o que são Mídias Sociais e como se posicionar diante delas.
São dois PDF’s, que você pode baixar clicando na imagem abaixo. Você será redirecionado à biblioteca da DINAMIZE, que contém outros E-books muito interessantes.
Calculando retorno sobre o investimento do marketing em mídias sociais.
Ao calcular o “ROI” das mídias sociais (ROI é a sigla, em inglês, de retorno sobre o investimento), você começa por contabilizar, por exemplo, o custo de lançamento de um blog e, então, busca avaliar o retorno, em vendas, sobre aquele investimento? Provavelmente, sim. A maioria faz isso. Mas alguns começam de modo diferente, analisando a que objetivos de marketing o blog pode atender (por exemplo, envolvimento dos consumidores com a marca) e que comportamentos se esperam dos visitantes (tais como postar um comentário sobre uma experiência recente de consumo).
Pois essas atitudes devem ser consideradas (e mensuradas) como “investimentos” dos clientes na mídia social lançada pela empresa. Em outras palavras, o retorno sobre o investimento em mídias sociais nem sempre será medido na moeda corrente das vendas; as atitudes (ou “investimentos”) dos clientes também pesam muito. Incluem parâmetros óbvios, como o número de visitas e o tempo gasto ali, mas também algo como o grau de atratividade dos comentários deixados no blog e o número de citações à marca no Facebook ou no Twitter.
Em suma, embora os altos executivos certamente precisem de números para saber se seu investimento está se pagando, querer apenas isso tem raízes na mídia tradicional, de massa. Essa visão estreita acarreta dois tipos de problema:
1. É orientada pelo curto prazo.
Desenvolver relacionamentos significativos com os clientes leva tempo, porque as relações online envolvem conversas interativas e alguns gestores ainda não gostam da ideia de fazer parte do admirável mundo novo de “relacionamentos” com consumidores. Esse é um mundo em que os clientes controlam suas experiências online e onde suas motivações os levam a se conectar online com outros consumidores enquanto eles criam e consomem conteúdo, a maior parte dele gerada pelos usuários, não pelas empresas.
Quatro motivações-chave direcionam o uso das mídias sociais pelos clientes:
• conexões;
• criação;
• consumo;
• controle.
A perspectiva desses quatro Cs é importante porque leva a uma estrutura orientada pelo cliente na hora de avaliar uma mídia social. A maioria dos executivos ainda enxerga os aplicativos de mídia social como apenas mais um veículo de comunicação. Isso é um erro. O ambiente das mídias sociais é controlado pelos consumidores, não pelas empresas.
2. Ignora a maioria dos aspectos qualitativos.
Ela ignora, por exemplo, o valor de tweet sobre uma marca, que surge de características únicas da internet e não possui analogias óbvias com as métricas tradicionais de mídia.
Objetivos melhores
A maioria dos gestores de marketing se sente pressionada a perseguir objetivos tradicionais, como vendas diretas, redução de custos ou aumento na participação no mercado. Eles até são mensuráveis na web 2.0:
• Para saber o efeito imediato sobre as vendas de uma campanha específica em uma mídia social, acompanha-se o faturamento gerado pelo dinheiro gasto, mesmo que vincular ações em mídias sociais diretamente às vendas seja difícil.
• Para mensurar economias de custo, basta medir quanto os consumidores fazem o papel de serviço de atendimento ao cliente, respondendo a perguntas nos fóruns.
• Para calcular aumento na eficiência das pesquisas de mercado, basta medir quanto a empresa usa a internet para buscar novas ideias – em fóruns de discussão em que os consumidores comentam conceitos de produtos e postam sugestões de aperfeiçoamento.
Mas os profissionais de marketing deveriam focar objetivos que demonstrem explicitamente o valor de operar no ambiente das mídias sociais, ou seja, que tirem proveito das características que distinguem as mídias sociais das demais, como estes três a seguir:
Brand awareness
Tradicionalmente, o nível de conhecimento da marca é medido por meio do acompanhamento de estudos e pesquisas de opinião. Online, entretanto, as empresas contam com outras formas de fazê-lo. Nos ambientes das mídias sociais, cada vez que uma pessoa usa um aplicativo desenvolvido pela empresa ou fala dela, a exposição da marca aumenta, muitas vezes em contextos altamente relevantes. Por exemplo: muitos dias antes das eleições nos Estados Unidos em 2008, a Starbucks veiculou uma peça no programa humorístico Saturday Night Live, também mostrado no YouTube, promovendo café grátis.
As menções à Starbucks no Twitter explodiram, com uma menção cada oito segundos em média, o que se traduziu em aumento substancial da exposição da marca. Esse tipo de uso das mídias sociais fortalece as associações com a marca na mente do consumidor. Outro exemplo é o da Naked Pizza, que fica em Nova Orleans, Louisiana, EUA, e é voltada para quem gosta de pizza, mas não abre mão de produtos saudáveis. A empresa passou a tuitar sobre suas pizzas em 2009 e hoje tem mais de 10 mil seguidores. Um cartaz do lado de fora de sua loja convidava os clientes a seguir a empresa no Twitter.
O sucesso da campanha no microblog culminou com um recorde de vendas, com mais de 68% desse movimento sendo originado por clientes que eram seguidores no Twitter. No mesmo dia, 85% dos novos clientes da empresa afirmaram que haviam sido motivados a comprar na Naked Pizza por causa do Twitter.
Envolvimento dos clientes
Essas campanhas com alto poder de envolvimento, a partir de conteúdo gerado pelos próprios usuários, tendem a conseguir comprometimento dos consumidores, reforçando a lealdade à marca e fazendo com que o cliente esteja mais propenso a despender algum esforço para apoiar a marca no futuro. Foi o que houve com a Southwest Airlines, a Starbucks, a Target e o Burger King.
Boca a boca
Uma vez conscientes da existência da marca e envolvidos com ela, os clientes têm condições de transmitir suas opiniões a respeito a outros consumidores, positivas ou não. Em 2005, o jornalista de tecnologia Jeff Jarvis criou um blog chamado “Dell Hell” para falar do péssimo atendimento que recebeu do serviço ao cliente da Dell. O buzz se espalhou rapidamente na internet e chegou à mídia de massa, e a Dell viu seus índices de satisfação de clientes cair cinco pontos percentuais em um ano.
Já a empresa de games Square Enix viu o lado bom disso: iniciou uma comunidade online para alimentar o interesse pelo lançamento de um novo jogo e o site atraiu mais de 14 mil pessoas para seus fóruns, sendo 30% recrutadas pelo boca a boca. Além disso, 40% da comunidade encomendou o produto antes do lançamento. No fim de 2009, o videogame já vendera 510 mil unidades nos Estados Unidos e no Canadá.
Costuma-se estimar o buzz geralmente por meio de pesquisas de opinião que medem a probabilidade de recomendação, ou usam-se a satisfação dos clientes e sua lealdade para afiná-lo, mas, online, medese isso diretamente. Metodologias mais sofisticadas geralmente são necessárias para medir o buzz, porque grande parte dele pode ocorrer, seja online ou não, em comunicação não aberta. Conteúdo gerado por usuários também pode carregar marcas de consumo favoritas (como em um vídeo no YouTube ou em uma foto no Flickr) e, assim, contribuir para o boca a boca.
É vantagem começar pelas motivações dos consumidores em relação à empresa, em vez de tentar descobrir que mídia social usar: isso mostra como aplicativos díspares se assemelham quando as motivações são as mesmas.

Matriz da eficácia
O passo seguinte é analisar as opções estratégicas para avaliar as iniciativas. Propomos uma matriz [veja quadro acima] que resume as opções dos gestores e traça os melhores (e piores) caminhos nesse campo:
• Quadrante “rua sem saída”. Nesse caso, o profissional de marketing tem uma capacidade limitada de medir seus esforços de mídia social e acredita que não estão funcionando. Os gestores se encontram nesse quadrante em consequência de uma estratégia do tipo “jogue tudo na parede para ver o que gruda” e acabam fazendo mudanças o tempo todo, sem ter como medir o impacto de cada uma.
Como a mensuração é confusa e os esforços parecem fracassar, o gestor tem pouca ideia do que fazer. O resultado é bastante previsível: ele desistirá de suas ações em mídias sociais ou continuará com ajustes aleatórios sem base em dados objetivos. Esse quadrante é, como se disse, uma rua sem saída e ninguém quer estar nessa situação.
• Quadrante “medida e ajuste”. Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade razoável de quantificar seus esforços em mídias sociais, mas, ainda assim, suas mensurações o têm levado a acreditar que eles não estão funcionando. Isso difere de estar numa situação de rua sem saída, pois, mesmo que o gestor não creia que está sendo bem-sucedido, ao menos ele tenta medir a eficácia das ações.
Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, há provavelmente algumas pistas sobre o que está dando errado. Isso significa que o gestor pode avaliar e ajustar a estratégia de mídia social de acordo com suas conclusões. Se conseguir fazer isso bem, ele pode avançar para o quadrante “repetir para ter sucesso”.
• Quadrante “repetir para ter sucesso”. Aqui o profissional de marketing tanto tem uma capacidade razoável de aferir os resultados de suas ações em mídias sociais como acredita que os esforços estão funcionando. Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, ele pode repetir de forma consciente o processo para melhorá-lo ainda mais. Isso é difícil de fazer, mas, obviamente, vale o esforço.
• Quadrante “otimismo ingênuo”. Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade limitada de medir suas ações. Mesmo assim, ele acredita que tudo está dando certo. Julgamos que a maior parte dos profissionais de marketing começa nesse quadrante. Eles acham que vale a pena o esforço de investir nas mídias sociais, mas não têm certeza de qual a melhor forma de medir esses esforços.
Esse quadrante pode ser uma armadilha, porque, embora seja uma posição razoável da qual partir, todo mundo quer avançar o mais rápido possível para não ficar preso aqui. São três as opções a seguir:
1. O gestor não muda nada e, assim, ele provavelmente cairá na rua sem saída. Isso porque a falta de aferição levará, no final das contas, à deterioração da eficácia dos esforços ao longo do tempo, principalmente se os concorrentes puderem se sair melhor.
2. O gestor simplesmente começa a medir as ações de mídia social, descobre que as coisas não estão funcionando tão bem quanto poderiam (passando para o quadrante “medida e ajuste”) e, então, direciona seus esforços para o quadrante “repetir para ter sucesso”.
3. O gestor começa a medir e descobre que as ações têm sucesso, avançando diretamente para a repetição do sucesso a partir do otimismo ingênuo. Em qualquer um dos dois últimos casos (desnecessário dizer que ambos preferíveis ao primeiro), a meta é fugir da mensuração confusa e ir na direção de métricas quantificáveis.
Agir antes, não depois
Gestores antenados não esperam sentados pelos resultados depois do lançamento de uma campanha em mídias sociais. Eles ouvem cuidadosamente, porque sabem que o cliente não apenas “consome” a campanha, mas também pode comentá-la (“criação”), compartilhá-la com seus amigos (“conexões”) e dar sua opinião, sem ser censurado (“controle”). E, além de acompanharem essas reações, tais gestores agem.

FONTE: * Esta reportagem foi publicada pela Revista HSM Management (Março/Abril de 2011 br.hsmglobal.com) e agora no Mundo do Marketing por meio de parceria que os dois veículos mantêm.




